E O NOME?

Alcunha, epíteto, designação, título, substantivo. Segundo o dicionário, sinônimos da importantíssima palavra nome. Desde o início de qualquer gravidez, os pais começam a debater a escolha. Em nossa família o tema dá lugar, claro, a muitas risadas por causa do nome do meu pai: Albiléo Trentino Ziller.

Apesar de esquisitos, os três nomes do meu pai têm significados profundos. Albiléo é Leão Branco. Meu avô que inventou e a vida do meu pai mostrou que, se meu avô não teve a visão do futuro, talvez o nome tenha influenciado a formação da personalidade do meu pai, que lutou como leão até o fim de sua vida.  Trentino foi uma homenagem prestada por meu avô à região de Trento, na Itália. Depois de se estabelecer no Brasil, ele criou esse sobrenome que só o próprio vovô, tia Lila e papai carregaram. E Ziller é o sobrenome da família.

Bem, e o que tudo isso tem a ver com minha neta? Vovozinha queria saber o nome da menina. O nome não é apenas uma palavra aleatória que colamos a um bebê. Ele tem peso, influencia a formação da personalidade, de alguma forma molda a perspectiva de vida do bebê.

Para menina, gosto de nomes com a letra I: Lilian, Letícia, Priscila, Patrícia, Cecília.

Como não escolhi o nome de nenhum de meus filhos, os meus prediletos ficaram de lado. Gosto dos nomes deles, mas não eram minha primeira opção.

Explico. Sérgio queria que o filho tivesse o nome dele. Achei que ele tinha o direito, e temos o Serginho. Quando engravidei das meninas, antes de sabermos o sexo, antes de sabermos que havia duas bebês, escolhi Marcelo para menino e Sérgio, Flávia. Como se sabe, foram duas meninas. Serginho disse que a menor era dele, e que ia se chamar Daniela. Como negar isso a um meninos de 5 anos prestes a perder o trono, que não demonstrava qualquer ciúme, que queria apenas proteger as irmãzinhas, assumindo a mais fraquinha como a “dele”? Argumentei. O avô era Daniel, tinha um primo Daniel e um grande amigo com o mesmo nome. Havia muitos Danis à nossa volta. No entanto, não posso imaginal qualquer denominação melhor para minha filha. Ela é tão Dani que só poderia se chamar assim.

O nome “cola” na pessoa. Vai muito, muito além de ser apenas um título. Nos tempos bíblicos, os nomes eram dados por causa do significado. Essa característica perdeu a importância. Vamos mais pelo som, pela beleza. Como falei acima, gosto do som do I em nomes femininos. Desconheço o significado dos prediletos que relacionei acima. O primeiro, Lilian, tem a ver com minha prima querida. Por causa dela figura na lista. Os outros só estão ali por causa do som.

Meu próprio nome é um exemplo. Amo meu nome. Cláudia, que significa “aquela que manca”. Isso, agora pode rir. Sei que, se fosse pelo significado, meus pais jamais o escolheriam. No entanto, por algum motivo misterioso, sigo pela vida meio manca por causa da depressão. Um dia bom, outro nem tanto. Mancando.

Outros nomes são escolhidos para homenagear, ou para, de alguma forma misteriosa, levar a criança que nasce a se parecer com alguém que se admira. E a Nora quis fazer isso. Minha netinha, a Cecília, tem o nome da avó materna. Mulher batalhadora, um exemplo de vida. Venha, Cecília, para se inspirar no exemplo maravilhoso de sua avó. Seja parecida com ela. Abençoe sempre as pessoas que te cercarem. Sei que já começou a abençoar a Vovozinha.

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E a Vovozinha comprou…

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